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Os duendes travessos



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Esta é uma história de duendes travessos e do dia em que decidiram pregar uma partida a um poderoso Mago do Ar.

Brisa, uma duendezinha ruiva de apenas trezentos anos de idade, aborrecia-se contando as gotas de orvalho que as fadas da madrugada haviam deixado cair sobre a fresca erva de um prado.

– Ei, Brisa! – escutou ela – Vamos divertir-nos um bocadinho!

Era Sopro, um duende um pouco maior que passava os dias inventando travessuras.

O que mais o divertia era aborrecer os seres humanos que não o podiam ver, já que, como todos os rapazes travessos, Sopro era um pouquinho cobarde.

– Ei, Brisa! – repetiu, aproximando-se da menina duende, lista disse-lhe:

– Deixa-me em paz, Sopro! Sempre que vou brincar contigo acabo metida em sarilhos.

– Não sejas cobarde! Por acaso não te divertiste ao puxar as barbas ao velho lenhador?

– Sim, e por causa disso lenho agora de contar as gotas de orvalho tocas as manhãs!

Porém, o duende pôs uma cara de cómico arrependimento e Brisa notou como o seu enfado desaparecia.

Nunca conseguia estar zangada com ele por mais de um minuto.

– Bom, vamos lá ver. então! Mas nada de grandes complicações!

– Complicada és tu! Porque não me agarras?

E saiu dali, voando. Brisa foi atrás dele e alcançou-o ao chegar a uma clareira da floresta onde alguém construíra uma cabana. Sopro, com cara de zangado, disse:

– Já viste esta desfaçatez? Construíram uma cabana na nossa clareira da floresta!

– Calma, homem, calma! A floresta pertence a todos os que a tratem bem!

E quem quer que tenha construído a cabana apenas o fez com árvores que já haviam cumprido
o seu ciclo! Não cortou nenhuma sem pedir autorização.

– Não interessa! Vamos lá agora mesmo e já irá saber o que vale um duende!

E meteu-se dentro da cabana, seguido por Brisa e, sopra que sopra, dedicaram-se a remexer tudo.

Um monte de papéis começou a esvoaçar por toda a casa e vários frascos com preparados de cores diferentes caíram ao chão, produzindo um fumo com um cheiro um tanto ou quanto estranho.

– Toma lá isto, intruso!

– E mais isto e isto!

Os dois pequenos duendes estavam tão entretidos nas suas travessuras que não se deram conta de que alguém entrara na casa e os observava.

– Quietos, já! – disse, com voz tonitruante, o Mago Furacão, pois de outro não se tratava. Os dois duendes ficaram muito quietinhos, mas de nada lhes serviu… o Mago fizera um feitiço e descobrira os dois marotos poisados na chaminé.

– Tendes de saber que os habitantes da floresta estão um pouco fartos de vós e me pediram que fizesse alguma coisa para impedir as vossas travessuras, de maneira que…

O mago agitou a varinha mágica e, no mesmo instante, um vento fortíssimo soprou, arrastando os duendes para o outro lado do mundo.

Brisa, voando sobre o mar, cantava, como sempre que se encontrava sozinha, uma bela canção, num tom tão mágico que deleitaria qualquer ouvido.

Sentindo-se cansada, resolveu descer e descansar um pouco mas, quando ia a poisar, a terrível ventania voltou a soprar em rajadas, erguendo-a de novo nos ares e obrigando-a a continuar o voo. Começou a ouvir a voz do Mago:

– Tu eras a menos travessa dos dois, mas deixaste arrastar-te várias vezes pela insensatez do teu amigo, por isso, terás agora de flutuar até ele te encontrar e a tua canção será a única forma de se voltarem a reunir.

Sopro acordou com uma sensação de angústia. Viu-se ao espelho, num lago, e apanhou um susto enorme ao ver que se transformara num ser humano.

Nesse momento, escutou também a voz do Mago:

– Tu foste excessivamente travesso, assim, passarás o resto da tua vida como ser humano, para que vejas com os teus próprios olhos o quão valentes são esses seres que lutam com o tempo e aos quais desfazes, num segundo, o que lhes levou anos a fazer.

– Ma… ma… mas que irei eu fazer, com este corpo e sem a Brisa?

Aprender o que é o Amor, pela primeira vez, irás sentir falta de aquilo que não soubeste cultivar, a partir de hoje serás Sopro, o jogral, e procurarás por caminhos e cidades o som da canção de Brisa, o som do verdadeiro Amor.

Ela também não terá descanso enquanto tu não a encontrares, apenas quando estiverem juntos de novo encontrarás a felicidade.

Porém, durante pelo menos cem anos essa dita durará apenas alguns instantes, e assim foi.

Sopro procurou Brisa e, um dia, voltou a encontrá-la: no lugar do reencontro houve uma grande festa e a música alegrou os corações dos homens.

Ao fim de muitos, muitos anos, puderam então voltar à floresta onde, juntos, por fim, foram muito felizes.

A sua vida tomou-se uma lenda e, a partir de então, outros homens começaram a procurar a sua outra parte, e muitos a encontraram, por vezes na música, outras na poesia ou na dança; embora a felicidade nunca durasse para sempre, sabiam que, um dia, voltariam a encontrar-se e isto fez com que no mundo houvesse um pouco mais de luz.

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