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Ondina e o feiticeiro



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Quando a princesa Ondina nasceu, as estrelas concederam-lhe o dom da beleza.

Desde muito pequenina que todos lhe diziam como era linda!

Verdade seja dita, exageravam um bocadinho e esqueciam-se de algo muito importante: não é apenas a aparência que conta.

Quando Ondina não fazia os seus deveres, ninguém lhe ralhava.

Quando se portava mal, ninguém a castigava.

Assim, a princesinha cresceu um pouco caprichosa.

Pensava apenas nela própria e nunca se preocupava com os outros.

Felizmente, Joana, a sua ama, que andava preocupada por a ver tão mimada, decidiu um dia ir fazer uma visita a Marinhão, o mago da Água.

– Pois deverás trazê-la aqui quanto antes – disse o mago -, mas não lhe digas onde vem, convida-a a dar um passeio e
aproxima-te da minha cabana. Eu me encarregarei do resto.

E assim fez a ama.

O dia estava maravilhoso, o sol brilhava e corria uma brisa suave, mas Ondina não esteva contente.

Não se queria sentar no chão porque sujava a roupa, estava cansada, os delicados pezinhos doíam-lhe e só pensava nos seus vestidos.

Marinhão, que observava a cena, deu-se conta de que Ondina era tão mimada, que não aprendera algo muito importante: as coisas que valem a pena são as que nos custam esforço e nas quais colocamos todo o nosso amor. Assim, decidiu ajudá-la e lançou-lhe um feitiço.

De repente, Ondina esqueceu toda a sua vida e viu-se a viver sob as águas, com uma família de sereias e tritões; e, ali, era a mais feia.

Os seus cabelos doirados causavam asco às suas irmãs sereias, que os tinham verdes. A sua pele branca era horrível perante o belo tom moreno de azeitona dos habitantes das águas, e todos desviavam o olhar dos seus olhos negros, pois sereias e os tritões tinham-nos ora verdes ora azuis.

Então, um belo dia, o mago Marinhão, disfarçado de tartaruga, falou com ela e ensinou-lhe a arte de tecer a água e a luz, de tornar os reflexos em histórias tão belas, que todos os que antes a haviam ignorado ficavam agora maravilhados a ouvi-la.

Pela primeira vez na sua vida, Ondina era feliz.

As sereias e os tritões gostavam mesmo dela, apesar do seu aspecto um tanto ou quanto estranho.

Quando o mago devolveu princesinha às margens do rio, apenas haviam passado alguns minutos do seu
mundo, mas Ondina vivera sob as águas durante dez anos.

Subitamente, recordou tudo, as suas duas vidas e, a partir desse dia, Ondina abriu os olhos e aprendeu que, em toda a parte, há coisas que vale a pena conhecer; anos mais tarde, tornou-se uma boa rainha… que contava belíssimas histórias.

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