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O vulcão enfeitiçado



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Era uma vez uma menina feliz que se chamava Rita.

Tinha o cabelo cor da neve e vivia com os pais numa pequenina aldeia, nos arredores de uma grande cidade, rodeada pela natureza.

Todos os dias, Quando ia para a escola, atravessava o rio Rápido, através de uma velha ponte, até chegar a uma encruzilhada de onde partiam três caminhos.

Um conduzia à quinta do tio António, o outro à escola e um outro a parte nenhuma.

Um dia, um menino, chamado Artur, caiu da ponte.

As chuvas, que caíam abundantemente naquela altura, haviam aumentado o caudal do rio e as águas corriam velozmente rio abaixo, formando redemoinhos e levando tudo à sua passagem.

Ramos, lencinhos levados pelo vento, guarda-chuvas com as varetas viradas para cima, navegavam, corrente abaixo, com tal pressa que parecia que iam realizar a tarefa das suas vidas.

As pessoas juntavam-se, junto às margens, temendo o pior.

Artur era rapidamente levado pelas águas e ninguém se atrevia a ir salvá-lo.

O medo paralisara-os.

Foi então que Rita passou, à hora do costume, assobiando a sua canção favorita.

Por um instante, os seus lábios ficaram mudos.

Depois, foi tudo muito rápido.

Sem saber nem porque sim nem porque não, Rita dirigiu-se ao caminho que levava a parte nenhuma, pois era a única zona arborizada dos arredores, cortou um raminho de vidoeiro, pedindo, primeiramente, autorização à árvore mágica, e regressou ao rio, alguns metros mais abaixo da ponte, com a esperança de estender o ramo ao menino para que este o agarrasse.

Quando conseguiu chegar a Artur, estendeu-lhe o ramo e… o menino, sem sequer lhe tocar, emergiu das águas como por artes mágica.

As pessoas, boquiabertas, correram até ao lugar onde estavam as crianças.

Era tão forte a luz que irradiava do ramo que Rita tinha nas mãos, que todos se inclinaram perante o seu poder.

Desde então, Rita passou a gozar de enorme fama por aquele valoroso acto de bondade e coragem.

Certo dia, quando todos já começavam a esquecer um bocadinho, pois nada mais de excepcional se passara, Artur apareceu na escola e contou à menina feiticeira que, no país vizinho, havia um vulcão que cuspia lava a torto e a direito, arrasando tudo por onde passava com a sua corrosiva saliva.

Sem pestanejar, Rita pegou na sua bicicleta e começou a pedalar energicamente ao lado de Artur, que seguia de triciclo; o menino, desde que fora salvo por ela, não a largava nem um instante, da mesma forma que um pintainho não se afasta da galinha.

Quando chegaram, era já noite e o vulcão lançava chamas tão enormes que, mesmo a grande distância, poderiam queimar.

De qualquer maneira, se não eras tu a ir ao vulcão, era ele a vir até ti com a sua comprida língua de lava.

Parecia não haver fuga possível, Rita, impressionada, encostou a bicicleta, levantou a sua varinha e invocou o silêncio.

O vulcão deixou de rugir.

– Porque fazes isto? – perguntou a menina, de mau humor, estás a acabar com a vida destas pessoas e isso é sagrado, olha para elas. estão assustadas, para já de cuspir, sua velha chaminé mal-educada, ou acabarás por ter um enfarte! E isso se antes não chamuscares toda a gente!

– Sinto muito – respondeu o vulcão com voz rouca. – Há duzentos anos que durmo e estou a ficar entorpecido. Preciso de actividade, Não fico feliz com a situação, mas não o posso evitar, a final de contas, sou um vulcão, é a minha natureza.

Então Rita, que a pouco e pouco se aproximara do vulcão, sussurrou qualquer coisa para dentro da cratera, com tanta graça que o vulcão largou várias nuvens de fumo provocadas pelo riso.

Em seguida, a menina ergueu a varinha e pronunciou as seguintes palavras:

– Pára, vulcão! Deixa já de dar à pata e transforma a tua lava em puré de batata!

Subitamente, o ar tornou-se doce e os meninos, gulosos, quiseram provar aquele novo manjar.

– Sabe a morango!

– E a caramelo!

– Obrigada, obrigada, feiticeira branca – todos diziam, contentes…

E foi assim que Rita e Artur, depois de se servirem de um bom prato, regressaram a casa.

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