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O vento das estrelas



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Era uma vez uma bruxa chamada Triliana.

Sabia que o era desde que, quanto tinha cinco anos, um mocho a guiara pela floresta em que se perdera quando andava a passear com os pais.

Depois, à medida que foi crescendo, esse facto tornou-se-lhe cada vez mais claro.

Ao começar a ir à escola, descobriu que o Ar era o seu elemento e aprendeu, com outras bruxinhas e magos pequeninos, a lançar feitiços, a realizar rituais, a fazer poções e pozinhos.

Agora, acabara de terminar o seu último curso e tinha de decidir em que campo iria trabalhar para o resto do seu ciclo.

O seu tutor, o Grande Mago Melquíades, disse-lhe que se retinisse da floresta Branca e que fizesse a pergunta aos ventos.

Triliana entrou na floresta, apresentou os seus respeitos ao Guardião e ao arvoredo, aos ribeiros e às grutas profundas.

Encontrou a Visão e percorreu, cantando, os Caminhos Secretos e as Sendas do Poder até chegar, por fim. Ao sítio que, na floresta, era o seu lugar.

Sentou-se no chão e recebeu, de tudo o que a rodeava, a Energia do Mundo, deixando-se invadir por um amor imenso à vida e ao ar, a tudo o que andava, se arrastava ou voava.

Passaram vários dias e Triliana ainda não encontrara a Obra que deveria realizar.

Assim, voltou a encontrar-se com Melquíades e este disse-lhe:

– Consulta a noite.

Triliana mudou as suas horas de sono e passou a descansar de dia. Quando, ao chegar a noite, se sentou no seu lugar e respirou muito fundo, notou que a Energia era muito diferente.

Sentiu-se mais viva do que nunca e contemplou, assombrada, a abobada celeste, plena de estrelas, que cobrira toda a floresta.

Do lugar mais longínquo do negro firmamento, chegou a si, num sussurro, a voz das estrelas:

– Guardiã dos Sonhos!

E Triliana teve medo.

Nunca imaginara que o trabalho que a esperava fosse a de guardiã dos sonhos das crianças, do descanso perfeito de pais e avós… Mas o Vento das Estrelas acariciou-a e abriu, em algum lugar, a Porta do Milagre.

Triliana aprendeu a voar à noite, a cavalgar à luz ténue dos candeeiros e a entrar pelas janelas, deixando um beijo, ao de leve, nos rostos adormecidos de quem passou a cuidar dia após dia.

Por vezes, o trabalho era doce e tecia lendas ao ouvido de alguém, que se recordava, mais tarde, de uma voz a embalar durante a noite.

Outras, era muito difícil fazer com que os adormecidos descansassem. O seu sono era agitado, davam voltas na cama, inquietos, e Triliana não conseguia fazer com que o necessário sossego chegasse.

Conhecera, entretanto, os sonhos mais terríveis.

Quando se encontrava com esses pesadelos que tanto agitavam adultos e crianças, tentava lutar, cantando-lhes o seu amor, para afastar sustos e mistérios.

Porém, apenas conseguia que acordassem, agitados, gritando, com o corpo cansado.

Da mesma forma que ela cuidava dos sonhos, alguém mais trabalhava junto dos que dormiam.

encheu-se de coragem e partiu até ao Mundo Distante do Obscuro, onde o responsável pelos pesadelos descansava durante o dia.

O lugar metia medo, mas Triliana teceu, com o seu Vento de estrelas, um manto protector e entrou na negra caverna.

Ai, tudo mudou; encontrou-se perante uma porta inundada de Luz Branca que se abriu à sua chamada e escutou uma música muito bela, Seguiu o chamamento da luz e chegou a um salão iluminado por tochas, na qual a esperava o Senhor dos Sonhos Obscuros: Pesadelo.

Porém, em vez de ser um poderoso mago, um monstro de maldade ou um terrível demónio, Pesadelo era um menino que sorria, feliz por encontrar Triliana.

Esta, assombrada, perguntou:

– És tu o – Pesadelo?

– Porquê? Não pareço? – respondeu-lhe, rindo, o menino, acrescentando:

– Vou ensinar-te uma coisa.

E levou-a, a voar, pelos sonhos obscuro e Triliana descobriu que acalmavam as dores, que faziam compreender os medos e as tristezas e que o menino, brincando, ensinava nos seus sonhos a continuar a vida.

A partir desse dia trabalharam juntos, ofereceram, a meias, mundos de fantasia, para fazer com que o descanso fosse quase perfeito e, também, quando era necessário, usaram esses sonhos que agitavam adultos e crianças para lhes ensinar qualquer coisa.

Continuam ainda trabalhando, sempre a cuidar de nós, à noite. Ê por isso que os Magos do Ar, antes de ir dormir, olham para as estrelas e sorriem.

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