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O poder da terra



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Era uma vez uma terra chamada Alegria; aí, todos eram felizes pela prosperidade que reinava e pela amabilidade dos seus habitantes.

Porém, nos últimos tempos, toda a gente andava cabisbaixa.

Por invejarem as terras uns dos outros e cobiçarem o bem alheio, uma grande nuvem negra se instalara no coração de todos, roubando-lhes a paz e o alimento.

E assim, uma manhã, os prados, hortas e pomares de onde provinha o seu sustento surgiram completamente queimados.

Os vizinhos, invejosos, haviam arrasado tudo acabando por ficar sem nada.

– É culpa tua! – acusava alguém.

– Tu começaste primeiro! – defendia-se outro.

– Isso não é verdade! – respondia um terceiro que passava por ali.

– Não mintas! Que eu bem te vi sair de lá bem cedinho!

– E porque não avisaste? – protestavam os demais.

– E será que me tinham escutado? – defendia-se um outro.

E assim, de tolo para tolo, começava um diálogo de surdos.

Passaram horas e horas, dias e semanas e os habitantes do lugar continuavam com a boca cheia de insultos e vazia de batatas.

– Tenho fome – queixava-se uma menina.

Porém, nas hortas, já nada medrava.

– Quero leite! – pedia um menino.

Mas as vacas estavam tão magras que faziam dó.

– Que fizemos nós? – lamentavam-se os homens, afogando a sua mágoa em vinho.

Por causa das nossas cabeças tontas temos as mãos vazias.

– Cabeça tonta e má a tua, que ficaste com o que era meu!

– Essas terras a que chamas tuas trabalharam-nas os meus pais e os pais dos meus pais.

Por que razão a haveria de dar a ti?

– Porque o juiz assim o decidiu.

– A lei, a lei… Que sabe a lei de acordos?

Os nossos tinham um contrato que era sagrado.

Haviam dado a sua palavra.

– Palavras leva-as o vento!

– Outrora, não era assim, Antes, a palavra de um homem era uma palavra de honra.

– Isso é uma grande verdade – disse um forasteiro que passava por ali.

– E a si, quem lhe deu autorização para se intrometer nos assuntos dos outros? – perguntaram todos em coro, embriagados de
dor e de vinho.

– Sabedoria – respondeu o forasteiro.

– Vá pregar para outra freguesia, amigo!

Não queremos os seus conselhos.

– Os meus conselhos, talvez não os queiram, mas isto querem, com certeza – replicou o forasteiro, metendo a mão num velho saco de couro.

Os homens rodearam o desconhecido, esperando encontrar nas suas mãos algum tesouro que os tirasse daqueles apuros.

– Sementes? Para que quereremos nós sementes?

A terra está morta, desgastada, não vê?

É tudo um ermo…

– Eu sei. Tudo queimado pelo fogo do ódio de todos vós que aqui estais.

– Que direito tem de nos falar assim?

– O direito que confere a magia da verdade.

– Não o escuteis! Não passa de um velho doido! – comentou o mais jovem dos que ali estavam. – De certeza que essas sementes são tão velhas como ele e não prestam para nada.

– Pois são tão novas ou tão velhas como a pureza que ainda em vós habita.

– Que queres dizer com isso? – perguntou um jovem, admirado.

– Quero dizer que, se fordes capazes de deixar o vosso coração tão puro como o de uma criança, as sementes crescerão a par do vosso amor.

Que dizeis? Querei-las?

– E quanto custam?

– A promessa de serem plantadas com as mãos dos homens de alegria, pois a poderosa terra, mãe de todos, vos oferecerá fruto, se voltardes a estar em paz.

Tendes outra oportunidade; apenas de vós depende o alimento.

– Eu cá não quero que os meus filhos passem por mais desgraças.

– Nem eu!

– Nem eu! Afastamo-nos do ódio e façamos crescer o amor!

– Bem dito!

E foi assim que o lugar mais feliz do mundo voltou a florescer, da noite para o dia, não só na terra mas também
no coração daqueles que a voltaram a trabalhar, pois as sementes do estranho forasteiro traziam em si a magia da vida.

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