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O náufrago



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Um belo dia, Elias viu-se no meio do alto mar, apenas com um tronco de madeira a que agarrar.

Estas não eram propriamente as férias que imaginara e para cúmulo, uma rajada dc vento atirara-o ao mar, caindo do veleiro onde navegava, listava quase desfalecido.

A sede torturava-o e, ainda por cima, sentia-se ridículo.

Imaginem! Ter sede no meio de tanta água!

Mas era água salgada e o Sol estava tão quente que estava prestes a perder os sentidos.

Então, começou a recordar…

Estava no porto, antes de zarpar no seu barco, falando com um velho marinheiro coxo que ajudara a levantar-se depois de um arruaceiro do porto lhe ter dado um empurrão.

– Tem cuidado, rapaz, o mar é perigoso, eu sei-o bem – disse o homem, acariciando a perna de madeira. – Toma! Irá fazer-te falta.

E deu-lhe um estranho amuleto de madeira, acrescentando:

– É o Símbolo de Lur. Usa-o sempre ao pescoço. Espero que nunca tenhas de escutar o seu canto mas, se estiveres em apuros, será melhor que o tenhas contigo!

Elias voltou a si, esperando que a sua situação tivesse melhorado mas, para mal dos seus pecados, estava pior ao seu redor e muito próximas, via uma multidão de barbatanas negras!

– Tubarões! – pensou Elias e, sem bem saber porquê, levou a mão ao bolso, encontrando o amuleto do marinheiro; colocou-o então ao pescoço.

As nuvens, cada vez mais negras, ameaçavam tempestade; as forças abandonavam cada vez mais Elias, que começou a deixar-se afundar.

Quando estava prestes a afogar-se, ouviu uma voz, num tom musical:

– Deixa-o, é apenas um homem.

– Mas tem o Símbolo de Lur.

– É verdade; temos de o levar perante ela.

E Elias sentiu-se transportado até ao fundo mar, para uma caverna submarina onde entrava, misteriosamente, uma tiragem fresca e límpida para respirar.

Ouviu então uma canção muito bela, que o atraiu mesmo ao fundo da gruta, onde encontrou umas escadas que conduziam à superfície.

Encontrava-se numa ilha, com casas e animais. Estava a salvo!

Elias teve a impressão de reconhecer algumas palavras:

– Ajudaste o velho mago e, agora, Lur ajudar-te-á.

Anos mais tarde, Elias quase se convencera de que fora um sonho e que haviam sido as correntes a levá-lo de volta á praia.

Porém, permaneceu com ele, sempre, uma recordação estranha: ao voltar-se, viu, ou pensou ver, uma mulher com cauda de sereia, desprendendo-se dele e desaparecendo no mar…

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