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O mago da caverna



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Era uma vez, nas margens do Lago Perdido, perto da aldeia de Adivinha, uma caverna misteriosa que possuía um grande poder, na qual ninguém se atrevia a entrar a não ser que esta chamasse com um ressoar de tambores, coisa que havia já muito tempo não acontecia.

No entanto, naquela noite de Verão, os jasmins em flor desprendiam uma fragrância tão doce que as raparigas, iluminadas pela suave Lua cheia, saíram de suas casas com a intenção de nadar nas águas do lago.

– Soaram, por acaso, hoje os tambores? – perguntou uma delas, desejosa de ter semelhante experiência.

– Os tambores a soar? – disse a mais jovem -, Isso da caverna não passa de uma lenda que os velhos contam para se entreter..

– Nada disso! A minha mãe, antes de casar, foi chamada a entrar e entrou – disse a Madalena.

– Sim? E que se passou? Conta! Conta!

– A caverna falou-lhe de mim.

– Adivinhou o futuro?

– Algo assim parecido.

Disse que havia escolhido hem, pois do amor que sentia pelo meu pai nasceria uma mulher valente.

– Valente, tu? – troçaram as demais raparigas.

– Pois se te assustas até com um ratinho!

– Mas não tenho medo de saber quem sou.

– Ai sim? E quem és tu? Uma princesa de terras distantes?

– Não sou uma princesa. Sou a Madalena, filha de Maria e de João, e isso basta.

– Pois que lindo futuro te espera!

Toda a vida a moer farinha e a amassar pão.

– Faz pena, a Madalena, filha de um pobre moleiro – comentou a mais rica da aldeia.

– E depois?

O importante não é quanto tenho mas quanto valho.

– Tolices! Ninguém quererá casar contigo – disse uma outra – pois não tens dote algum a oferecera não ser uma mão cheia de trigo!

– Tenho também o meu engenho!

Vejam lá se adivinham: «Nada sou e tenho nome, ando sempre junto a ti, quer sejas mulher ou homem».

– Aos maridos não interessa o engenho das mulheres.

Interessa apenas que sejamos bonitas, lhes demos filhos saudáveis e que tenhamos fortuna.

– Pois o meu namorado será diferente – disse Madalena, orgulhosa.

– E quem será? O príncipe do país dos sonhos? – Continuaram as moças a troçar.

– A resposta à adivinha é a sombra; eu tenho uma sombra que me protege.

Ela me levará até ele.

– Claro que sim, Madalenazinha!

Continua a viver no teu mundo de sonhos e acabarás solteira.

Madalena, chorosa, afastou-se delas sob o olhar atento da Lua.

Então, aconteceu o que havia muito não acontecia.

Os tambores soaram com tanta força que Madalena, enfeitiçada pelo seu tam-tam, apareceu à entrada caverna, enquanto as amigas, amedrontadas, se escondiam por detrás de uns arbustos.

– Estava à tua espera – disse a caverna, com voz profunda.

E Madalena entrou.

As paredes da gruta estavam enfeitadas por milhares de pedras preciosas: rubis, safiras, esmeraldas…

– Costas da minha morada? – sussurrou a voz.

– É… linda… – respondeu Madalena, extasiada, olhando em seu redor.

– Queres uma pedra? Será um bom dote para o teu casamento.

– Não. Não a quero arrancar.

Magoar-te-ia.

E não quero que o homem que decidir casar comigo o faça por dinheiro.

– Bem dito, pequenina sábia.

Quem és? Porque não te mostras a mim? – Perguntou Madalena, inquieta.

– Vou e venho, venho e vou e no mesmo lugar sempre estou!

– És um caminho!

– Exacto. O que te conduzirá ao amor que procuras.

Porém, para isso, terás de ter coragem e habitar em mim durante sete dias e sete noites.

– Mas os meus pais ficarão preocupados…

– As tuas amigas se encarregarão de lhes dizer onde estás.

Eles compreenderão.

E assim se passou.

Madalena ficou na caverna.

Varreu-a, tirou-lhe as teias de aranha, limpou as suas pedras preciosas e, ao cabo de uma semana, a caverna voltou a falar-lhe:

– Quer queiras ou não, atrás de li sempre irei, e quando voltares do caminho, à tua espera estarei.

– És a pegada!

– É isso, pequena! Sou o caminho, sou a pegada, sou a caverna, sou o Mago da Caverna.

E agora, vai-te!

O teu amor espera-te ao pé do lago.

E Madalena, agradecida, saiu em busca do amor que a faria feliz para o resto da sua vida.

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