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O feitiço ladrão de memórias



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A história que vos vou contar aconteceu a sul do sul de lodos os lugares do mundo.

Aí, o Sol brilhava com tal intensidade que as pessoas viviam na rua.

Bom, claro que tinham casa, mas mal lá punham os pés.

Só para dormir.

Quando as crianças saíam da escola e iam dar um passeio com os pais, era tal a sua alegria e algazarra feliz que os risos eram ouvidos em todos os lugares a sul do sul.

Isabel, que tinha um quiosque de guloseimas na praça principal, falava muito com as crianças, que a adoravam porque lhes contava histórias e lhes adoçava a vida com algodão em rama com sabor a morango que parecia nuvens de Verão.

Um dia, começaram a cair do céu centenas de bolinhas, parecidas com algodão.

As crianças, curiosas, tocavam nelas pois não sabiam o que era a neve.

O Sol deixou de brilhar e as praças ficaram silenciosas… Nevão, o malvado mago do Norte, instalara-se nas redondezas, cobrindo tudo de um mante branco e frio.

Para o mago, o sul fazia-lhe bem aos ossos decrépitos e como, devido à velhice, começava a ter falta de memória. Nevão roubava-a àqueles que tinham o coração puro: as crianças.

E a todas levou.

Uma manhã, Isabel, cansada de estar sozinha, saiu à procura das crianças.

Chamou e voltou a chamar, mas ninguém lhe respondeu.

– Aqui há qualquer coisa – disse, de si para si.

Aproveitando uma altura em que o mago dormia, Isabel tirou-lhe a varinha de condão e, com toda a força do seu amor pelas crianças, implorou ao céu que deixasse de nevar.

– Agora só falta encontrar os meninos que perderam a memória.
Recolheu todos os garotos que foi encontrando e reuniu-os no seu quiosque até que a noite chegou. Aí lhes disse de novo os seus nomes, falou sobre os seus doces favoritos, contou-lhes as histórias de que mais gostavam. Quando conseguiu que todos recuperassem as suas recordações, falou-lhes do terrível mago.

– Tenho a sua varinha em meu poder. Assim não nos poderá fazer mal.

Sopraremos todos com força para o fazer desaparecer.

Quando Nevão acordou, já não tinha a memória dos meninos e, por isso, não se lembrava do seu nome nem do poder que tinha para fazer o mal.

Vagabundeava pelas ruas, quando, de repente, um golpe de vento, cheio de risos e guizos, o ergueu nos ares, levando-o para tão longe que nunca mais encontrou o caminho de volta.

Se algum dia vieres até ao sul do sul, lembra-te de Isabel, já sabes, a senhora das guloseimas.

Fará a tua vida mais doce.

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