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Magno e o dragão gordalhão



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Era uma vez, nas terras de Dragãolândia, um dragão que vivia escondido na sua caverna e que se chamava Raimundo.

Naquela época, andava ele muito deprimido, pois estava a envelhecer e já não conseguia ganhar a vida com a mesma facilidade de outrora.

Todos os anos, no Outono, os habitantes da aldeia vizinha contavam com os seus serviços para acender churrascos, evitando assim, com a ajuda das suas labaredas, ter de carregar carvão e lenha ou ainda, se o tempo estava chuvoso, recorrer aos malfadados acendedores de petróleo.

Além disso, a carne assada nas brasas de Raimundo, o Dragão, era óptima e vinha gente de toda a parte do mundo para se deleitar com este manjar.

Graças a isto, o povo de Dragãolândia tornara-se próspero e famoso.

Porém, um belo dia, o dragão Raimundo deixou de deitar fogo, pois as pedras vulcânicas que comia para o fabricar haviam acabado nos arredores, e estava tão gordo por causa da vida boa e cómoda que levara, que
já não podia voar em busca de combustível.

De modo que o seu trabalho se viu seriamente ameaçado e, com isso, a sua existência, já que os vizinhos deixaram dc acudi r à caverna onde vivia.

– Ai! – queixava-se o velho dragão Raimundo – que vai ser de mim? Se continuar assim não chegarei a fazer seiscentos anos, como a minha avó, nem sequer aos quinhentos, como o meu avô. Serei a desonra da família.

Morrerei arruinado e apenas com quatrocentos e cinquenta anos de absurda existência.

Ai! Pobre de mim! Ai, infeliz!

Foi então que Magno, um grande mago que decidira passar a manhã de domingo a apanhar cogumelos, ouviu os tristes lamentos do nosso dragão.

– Ai, que desgraçado sou! Restam-me os telejornais!

Deixou o cesto de vime à entrada da caverna e entrou, decidido a consolar o pobre dragão.

– Mas que se passa, Segismundo, porque te lamentas desse modo? Não vês que assustas qualquer bicho vivo?

– Não me chamo Segismundo, chamo-me Raimundo, choro porque dentro em breve morrerei e ninguém se lembrará de mim, assim, se algum mal causo aos bichos, pois que sofram com o meu último estertor!

– Vais morrer? E como assim?

– Pois se não tenho comida, nem pedras, nem nada e já há tanto tempo que não faço exercício que neste momento me é impossível voar…

– Proponho-te um acordo – disse Magno, satisfeito – eu devolvo-te a força e o fogo e tu assas os cogumelos que apanho todos
os domingos, pois sei que toda a gente gosta do teu fogo para cozinhar e assim comerão sem ripostar o que eu lhes preparei.

Verás, estes cogumelos são, na verdade, uma poderosa vacina contra a gripe – disse, pegando no cesto – quem os comer estará a salvo de constipações durante todo o Inverno, mas ninguém vem à minha consulta porque dizem que as minhas beberagens sabem a raios.

Talvez, se os ministrássemos aqui, no meio da ladeira, a acompanhar umas boas costeletas…

– Aceito! – disse o dragão, deitando chispas pelos olhos.

Então Magno, crescendo dois metros e elevando a voz acima da montanha, ergueu a sua varinha e disse:

Dragão, gordalhão, sê jovem de novo e começa a deitar fogo do teu bocarrão!

Nesse instante, da boca do velho dragão saiu uma labareda com tanta força que por pouco não queimava uma oliveira centenária que estava à entrada da caverna.

– Ei, tu, velho dragão gordo, queres deixar de me ameaçar com o teu sopro de fogo? – queixou-se a oliveira, de mau humor.

– Perdoa-o – respondeu Magno, em defesa do dragão Raimundo -, ainda não controla o seu novo poder, ofereci-lhe o fulgor da juventude e tem de fazer alguns ajustes.

– Fico muito feliz por o dragão Raimundo servir de novo para alguma coisa, olha, de mim ninguém faz caso… os vizinhos apenas me utilizam como sombra e depois vão-se logo embora.

– E queres servir para algo mais?

– Comentou Magno, divertido.

– Gostaria de me sentir útil e participar nesses churrascos que se preparam pelas redondezas. – respondeu a oliveira.

– Pois tenho a solução, esmaga as tuas azeitonas e obterás um azeite muito bom para a cozinha mediterrânica.

– E como queres tu que faça semelhante coisa? Não vês que estou presa, com as minhas raízes, ao chão?

– Dragão – disse Magno, com um sorriso de orelha a orelha.

– Encantado! – Respondeu Raimundo.

Saiu da caverna, agitou os ramos da velha árvore e pisou os seus frutos até obter o precioso líquido.

E foi assim que os habitantes de Dragãolândia voltaram a preparar os tão saborosos churrascos, famosos no mundo inteiro.

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