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A guardiã do lago



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Pérola era uma bruxa do sétimo nível. especialista no mundo das águas.

Resolvera já, com muito êxito, desafios muito difíceis, Expulsara o Grande Dragão Ribeirão do país dos grandes rios e aprendera com as Sereias e Ondinas muitos dos Segredos do Poder.

Porém, naquele dia. devia ter a sua intuição muito adormecida, pois nada de especial pressentiu quando o correio mágico lhe levou aquele rolo de pergaminho.

Os habitantes da aldeia de fim haviam pedido ajuda ao Conselho de Magos e Bruxas porque, ao que parecia, estavam a passar-se coisas muito estranhas num lago que se encontrava nas suas terras.

Pérola sorriu. O que para os aldeãos eram coisas muito estranhas era algo de muito natural para as bruxas. Continuando a ler, ficou a saber que o Conselho a nomeara Guardiã do lago.

Geralmente, o Conselho deixava em paz os membros do Grémio de Bruxas e Magos mas, quando um deles recebia um pedido directo, era melhor fazer-lhes a vontade.

Pérola pegou na sua vassoura e voou até Om.

A primeira coisa que fez, antes ainda de visitar os habitantes da aldeia, foi ir até ao lago para se inteirar do que realmente se passava.

O lago transformara-se numa superfície dura.

Não, não congelara; era pleno Verão e fazia muito calor.

O que acontecera era que se havia tornado duro!

A superfície convertera-se numa espécie de água de borracha.

Tinha a mesma aparência que a água, tinha barulho de água e, sob os raios do Sol do meio-dia dava uma tremenda vontade de dar um mergulho.

Porém, estava duro.

Pérola sentou-se à frente do lago.

Sentiu as energias subtis que por ali circulavam e entrou em harmonia com o que a rodeava, fazendo amizade com aquele lugar.

Tudo à sua volta lhe respondeu, com a voz silenciosa da natureza.

Tudo, menos o lago.

Com a sua Outra Visão, arte que aprendera com muito esforço na escola, Pérola percebia uma paisagem de energia que correspondia ao mundo físico que a rodeava. Era como se, ao fechar os olhos, visse, numa televisão interna, uma cópia do mundo pintada com luz.

Mas não via o lago. A feiticeira levantou-se e dirigiu-se ao lago, emitindo pensamentos harmoniosos.

Ao chegar à margem, pôs o pé, suavemente, na água. Porém, havia algo que não a deixava avançar.

Sorriu porque percebera o eco de uma voz mental que conhecia muito bem.

Elira, Rainha das Ondinas e Sílfides, estava por detrás daquele estranho muro. Pérola mudou imediatamente de atitude e, abandonando a sua pose cerimonial, começou a rir às gargalhadas.

– Eh, lá, velha sardinha, deixa-te de palermices. Sou eu, a Pérola! Será que, além de verde, agora és surda?

As águas da margem começaram a recuperar o seu estado líquido habitual e Pérola entrou no lago.

Aprendera, com as Sereias, a respirar debaixo de água e, deste modo, sem grande dificuldade, dirigiu-se ao fundo.

Ali estava Elira, flutuando entre uma floresta de algas e com cara de poucos amigos. A feiticeira sentou-se à frente dela, abriu o seu pensamento à Rainha e sorriu.

Pouco depois, a sereia recebeu os pensamentos de Pérola e os seus lábios também se abriram num sorriso.

– Porque razão fechaste o lago? – perguntou a feiticeira, sem palavras.

– Vem! – respondeu a mulher das águas.

Na aldeia, estavam todos à espera da feiticeira enviada pelo Grande Conselho porque a falta das águas do lago
punha em perigo as suas colheitas, o moinho não funcionava e cada vez havia menos alimentos. Estavam reunidos na praça principal, interrogando-se sobre onde se teria metido, quando Pérola apareceu subitamente entre eles.

– Bons dias, habitantes de Om!

A sua voz ouviu-se em toda a praça como se fosse um sussurro.

Um homem imponente, vestido elegantemente e com um bastão de poder na mão, aproximou-se da feiticeira.

– Sou o alcaide de Om. Viste o lago?

– Vi-o, sim.

Pérola narrou o seu encontro com a ‘Rainha e explicou-lhe que as gentes das águas a haviam levado até uma zona muito grande do lago, cujo fundo estava como morto, cheio do lixo que os habitantes de Om deitavam para as suas águas.

Disse-lhes também que, enquanto não se comprometessem com um Pacto Inquebrantável, um feitiço que fazia com que as promessas fossem cumpridas, a não voltar a deitar lixo na natureza, a aprender a reutilizá-lo c a criar formas de eliminar os seus dejectos sem matar a Terra, o Iago permaneceria fechado.

O alcaide e todos os habitantes da aldeia baixaram a cabeça, envergonhados. Fizeram o Pacto e Pérola olhou para eles, dizendo:

– O lago está aberto! O povo de Om deu brados de vitória à feiticeira, mas esta, num gesto, pediu silêncio e
acrescentou:

– Falta um pormenor. Prometi à Rainha ensinar-vos uma coisa. Algo que fará com que seja mais fácil cumprirem o vosso ‘Pacto.

Deitar lixo para a natureza é como sujar a nossa própria casa e é justo que quem o tenha feito o tenha de limpar.

Pérola fez um gesto e todo o lixo que os habitantes da aldeia haviam deitado ao lago apareceu nas ruas de Om.

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