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A fada das águas



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A velha taberna do senhor Gomes estava cheia.

Havia anos que não acontecia nada assim: quarta-feira à noite e a taberna tão cheia de gente. Num dia normal, por essa hora, apenas três comerciantes da aldeia de Pepino, o velho Mário e um casal de namorados em conversa animada, teriam ocupado a sala.

Mas correra a notícia, veloz: Adriana voltara. Voltara e, além disso, ia contar a toda a povoação as suas aventuras como Maga das Águas.

Adriana saiu ca cozinha comendo um bolo de Ar, uma das especialidades do senhor Gomes, o dono da taberna. Levou um dedo aos lábios e sorriu.

Todos ficaram em silêncio. Adriana começou a cantar:

A linda fada das águas
O caminho me ensinou,
A linda Fada das Fontes
A minha vida me mostrou,
E por veredas e montes
A linda luz me levou.

A voz doce de Adriana que, antes de se tornar Maga, fora uma famosa jogral, reconhecida em vários reinos, transportou os presentes a um mundo de fantasia, fazendo-os sorrir.

Adriana, enquanto cantava, recordou como havia sido na realidade o encontro com a Fada das Águas.

Adriana procurava um sinal, algo que lhe indicasse que, na realidade, o caminho dos Magos, por onde acabara de enveredar, era o seu.

Ao pé de um lago de águas azuis, junto da fonte que o alimentava e de onde caía um jorro de água de dentro de uma gruta,
Adriana realizou o seu ritual de invocação. Esperava receber um sinal mas o que não imaginara foi a forma como chegou.

Do fundo da gruta ouviu uma voz que se lamentava, em tom queixoso:

– Pedir, pedir, pedir sempre… todos querem o poder das Águas, o poder da Fada, a que vive nas fontes, mas ela…

– Que se passa, fada? Será que posso fazer algo por ti?

Adriana não conseguia deixar de se preocupar com todos os que passavam um mau momento.

De facto, o que mais a interessava era a magia curativa, por isso, apesar do silêncio da Fada, insistiu:

– Que te aconteceu, Fada das Águas?

Adriana cantava na taberna, o coração dos presentes era já seu, a sua canção encantava-os, cheia de luz, de reflexos de Sol nas águas da floresta, e desafios inimagináveis enchiam os seus ouvidos atentos.

Ela sorria, recordando:

– Que te aconteceu, Fada das Águas? A voz da gruta silenciou-se, como se pensasse se valeria a pena responder.

Em tom reticente a voz disse:

– Creio que me aborreço…

– Que te aborreces? Um ser de magia e luz, uma Ninfa, guardiã das fontes e das águas, pode estar aborrecida?

– Os homens já não se vêm banhar nas águas dos velhos lagos. Já não há festas à noite, ao luar, agora reúnem-se em tabernas
e restaurantes e eu apenas escuto os cantos que outrora alegravam a minha vida.

– Sabes? Acho que tu e eu poderemos chegara um acordo.

Adriana sorriu, recordando a forma como a Ninfa cumprira a sua parte do trato, iniciando-a nos caminhos da magia natural, caminhos que a haviam levado à Alta Escola de… mas isso já era outra história.

Agora, tinha a atenção de todos.Continuou a cantar:

E a Fada das Águas, cansada da floresta.

Seguiu os seres humanos e encontrou as fontes… Adriana deixou de cantar e retornou o relato:

– … Seguindo as instruções da sua amiga, chegou à porta de uma pequena taberna, onde… mas será melhor que vós próprios o comproveis.

Gomes, serve a todos de beber, mas não te esqueças de pôr em cada copo umas gotas de água!

E a fada seguiu a sua amiga até chegar ao coração dos homens e das mulheres e fê-los sonhar.

Recordou-lhes a canção da floresta, as cores, o som das águas… e a fresca fragrância das noites de Verão inundou a taberna.

Mas não pensem que estavam embriagados… nada disso! O que se passou naquela noite na velha taberna do senhor Gomes foi que, graças a Adriana, a fada pôde chegar aos aldeãos e cantar-lhes a sua canção.

Adriana, ao despedir-se, advertiu-os:

– Se quereis voltar a sentir a fada, não a procureis aqui, ide até aos campos e florestas, pois é aí que ela está, descansando nas fontes.

E, desde aquele dia, os habitantes do povoado voltaram a olhar para a natureza, saíram para passear ao pé dos rios e das fontes, e voltaram a ouvir a Fada das Aguas e as suas irmãs e, segundo diz quem sabe, foram muito mais felizes.

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