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A canção do vento



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Tecer canções no ar é uma das coisas mais difíceis que um mago pode fazer.

Hoje, escutaremos o melhor dos tecelães.

Os quatro irmãos Dimas esperavam havia vários meses que a mãe os levasse a uma fábrica de tecelagem e, no dia, puseram-se a dar saltos e a gritar:

– Venúvio! Venúvio! Venúvio!

O ritual iria ser celebrado num velho vulcão apagado.

Quando lá chegaram, viram que as ladeiras estavam cheias de gente.

Foram-se aproximando dos seus lugares, enquanto saudavam muitos magos e feiticeiras conhecidos.

Vários vendedores de guloseimas passavam por entre as gentes, oferecendo as suas delícias: luz doce, caramelos do ar, pipocas de milho que contavam a sua história enquanto as comiam….

Subitamente, fez-se silêncio.

Venúvio surgiu dentro de uma bolha de ar, do centro das águas do lago formado na cratera.

A bolha de ar adquiriu uma luz rosada e abriu-se, formando pétalas de uma flor luminosa, no meio da qual flutuava o Mago, sentado no ar, dominando tudo com a sua presença imponente.

Os irmãos de Venúvio começaram a fazer movimentos com as mãos.

Rapidamente, quase sem se ver, uma leve brisa pareceu acariciar os seus rostos e os ventos acudiram ao seu chamamento.

Esses ventos, ora frios ora quentes, ora brisa ora quase um furacão, alternavam-se, criando histórias e sensações que, por vezes, pareciam segredos contados ao ouvido e, outras, exércitos de trombetas chamando á batalha.

A voz dos dragões, o sussurro das florestas e o canto dos Elfos vieram e partiram.

Os quatro irmãos Dimas, assim como todos os presentes, estavam enfeitiçados, abandonando-se à Canção do Vento.

Quando parecia que estava quase a acabar,Venúvio abriu a boca.

A sua voz uniu-se à dos ventos e teceu histórias, canções e silêncios, criando uma lenda que encheu de emoção o corpo e o espírito dos presentes.

A luz chegou a convite daquele prodígio e cada sopro dos ares se tingiu de uma cor e circulou por entre os magos e feiticeiras, criando uma bola de correntes de ar, leves asas que a todos elevaram como se fossem folhas, voando, no Outono.

Com uma suavidade absoluta, os irmãos de Venúvio fizeram a todos um gesto de amizade, que era uma despedida, afastando-se do lugar do ritual.

Um instante depois já o Mago desaparecera, mas em lodos os olhos se abrira uma fonte.

E em todos os rostos brilhava um sorriso.

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